De acordo com a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, Celso Portiolli pode deixar o comando do Domingo Legal no SBT e ir para a Band. Um dos motivos seria a renovação de contrato, em que a emissora quer colocar Portiolli no mesmo esquema que faz com Ratinho, dividindo os custos e lucros de faturamento da atração.
No SBT há 18 anos, Celso Portiolli, que já fez de tudo um pouco na emissora de Silvio Santos estaria descontente com mudanças na produção do Domingo Legal, que passou recentemente por uma auditoria e demissões, como a do diretor Dirlan Jorge.
Ainda segundo a coluna, a Band já se articula para receber o novo contratado e o vazamento da notícia seria proposital
Procurado, Celso Portiolli disse desconhecer as informações.
A coluna Outro Canal é confiável e em tv onde há fumaça há fogo, mas isso pode ser também uma estratégia para valorização de contrato. Celso não teria razões para sair do SBT, se ele não saiu quando era um mero tapa-buracos, submetido aos piores programas da casa e substituições de última hora, não é agora que ele tem um programa tradicional na tv, aos domingos, com boa audiência e faturamento, que ele iria sair.
O âncora do "Jornal da Noite", da Band, Bóris Casoy pode estar de malas prontas para a TV Gazeta.
As especulações surgiram após a demissão de Maria Lydia, ex-âncora do "Jornal da Gazeta", que aconteceu na última sexta-feira (27). A ideia é que Bóris assuma o mesmo posto da jornalista.
A intenção da TV Gazeta de ter Bóris Casoy em seu casting já tem algum tempo. Segundo a coluna Canal 1, desde a época em que Albino Castro dirigia o departamento de jornalismo da casa, fala-se nessa possibilidade.
Se esta notícia se confirmar, sem dúvida a Gazeta fará uma boa contratação. Se bem que o Bóris já não é mais o mesmo. Depois do episódio dos garis o jornalista perdeu grande parte de sua credibilidade. Do ponto de vista de mudança, não há muita diferença entre o estilo Casoy do Maria Lydia, ambos são senhores, com forte tom opinativo e digamos quadradões.
Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela. E a Maria Lydia será que alguma emissora já demonstrou interesse? Já, já eu descubro.
Nesta segunda (30), às 19:30, estreou o novo formato do "SBT Brasil" sob comando de Joseval Peixoto e Rachel Sherazade.
O telejornal ganhou novo cenário, vinhetas e pacote gráfico. Por sinal as mudanças foram para pior. O cenário que antes tinha um ar moderno, com amplitude, voltou a parecer uma caixa, com fundo chapado. A abertura foi o menos pior, mas o SBT peca por mudar demais a trilha e não criar uma identidade para o jornal. Os recursos gráficos, em especial os caracteres, ficaram muito ruins, sem uniformidade.
Por ser estreia, temos que dar um desconto, ao levar em conta o nervosismo dos âncoras, mas Joseval e Rachel não mostraram sintonia e muito menos espontaneidade. Diferente da característica que ambos tinham em seus trabalhos anteriores. Foi nítida a impressão de que foi tudo planejado. Na verdade é tudo feito antes mesmo, isso sabemos, mas no ar é preciso dar a sensação de que o comentário está natural, como se fosse de improviso. E isso não aconteceu. Outra coisa, opinar no jornal todo também é forçar a barra. Fica muito artificial.
A ideia que o SBT passou é que quere um jornal popular, colorido, para o povão, mas sinceramente, já faz um bom tempo que não é isso que o povo quer. A sonorização de alguns efeitos entre uma matéria e outra beirou o ridículo. Antes não tivesse.
No quesito audiência, o "SBT Brasil" registrou 6 pontos de média e empatou com a Band. No mesmo horário, a Globo liderou com 32 e a Record ficou em segundo com 9 pontos.
Houve pouca variação se comparado com a semana passada. Na última sexta (27), por exemplo, o noticiário havia registrado 5 pontos e ficou atrás da Globo, Record e Band, que tiveram 27, 10 e 6 pontos respectivamente.
Resta saber se alguma alteração nesses números vai acontecer ao longo do tempo. Acho bem difícil. Torcia muito para que o jornal evoluisse para algo melhor, até porque é bacana uma concorrência mais igualitária entre os telejornais, mas pelo visto o SBT ainda está um passo atrás das maiores concorrentes.
Para não dizer que tudo foi ruim, algo positivo, as matérias e os repórteres do SBT são muito bons. Fazem o trabalho como deve ser, dinâmico, leve e objetivo. Rachel Scherazade tem tudo para ganhar desenvoltura e se tornar uma boa apresentadora, já o Joseval, não sei, posso estar enganado, mas o negócio dele é rádio.
A jornalista Maria Lydia Flandoli não é mais âncora do Jornal da Gazeta. Diferente do que foi publicado por alguns blogs e colunistas de tv, a veterana apresentadora não deixou o canal por vontade própria, ela foi demitida pela direção na última sexta-feira (27). Maria Lydia foi contratada da emissora da Fundação Casper Líbero por 20 anos.
Desde 1991, Maria Lydia era a titular da bancada do Jornal da Gazeta. De férias, ela voltaria a comandar o telejornal no dia 27, quando, no mesmo dia, foi comunicada pela superintendência a respeito da sua demissão. Além do Jornal da Gazeta, ela também apresentou o Gazeta Meio-Dia e o Em Questão. "Fui demitida", informa a jornalista, que prefere não dar mais detalhes sobre sua saída da emissora.
A direção da TV Gazeta, por meio da assessoria de imprensa, enviou um comunicado pelo qual afirma que a profissional deixa de ter vínculos com a emissora, oficialmente, a partir desta quarta-feira 1º de junho.
“Seu profissionalismo, talento e liderança colaboraram para expandir e fortalecer nossos princípios editoriais. Agradecemos a sua inesquecível dedicação durante esse período”, informa o comunicado.
A TV Gazeta também anunciou que o Jornal da Gazeta será reformulado, mas não adiantou quem serão os apresentadores.
A Gazeta perde uma grande profissional, dona de um estilo peculiar, tradicional, considerado retrógrado e careta para muitos. Mas não se pode negar a experiência e competência dessa jornalista.
Infelizmente essa é a lei de mercado, usam e jogam fora. Lamentável! Uma funcionária de tantos anos não deveria ser dispensada. Poderiam ter afastado ela da apresentação, mas dado a ela uma outra função, comentarista talves. Mas enfim, manda quem pode. Espero que a Gazeta encontre alguém a altura de Maria Lydia e não apenas um rostinho bonito.
Não é de agora que vemos a nossa TV brasileira se empobrecendo e se tornando cada vez mais uma TV que não valoriza sua cultura, seus costumes, seu meio ambiente, sua história e sua antropologia. Nesse contexto atual muitas vezes desconhecido surge uma opção para aqueles que buscam um jornalismo diferenciado, competente, audacioso e reflexivo.
Estamos falando do programa EXPEDIÇÕES da TV Brasil Educativa que é produzido pela RW Cine. Ele é um programa de documentários que há 15 anos é comandado pela brilhante jornalista Paula Saldanha que já documenta o Brasil há mais de 30 anos. Ela que nos anos 80 apresentou a antiga TV Globinho, o Fantástico e o Jornal Hoje.
Sem dúvida essa jornalista quer passar para as novas gerações muito mais do que uma face do nosso país. Ela se preocupa em desenvolver a reflexão, a análise e a propor um debate sobre diferentes aspectos culturais do nosso planeta como a fauna, a flora, o ecossistema e a riqueza da nossa biodiversidade terrestre.
Eu sou um grande admirador de todo o trabalho da Paula. Cada vez mais a nossa TV precisa de profissionais engajados em projetos audaciosos que valorizem a cultura, o brasileiro, os costumes, a biodiversidade e a exploração terrestre que tenha a consciência em usar fontes renováveis que não agridam o meio ambiente.
Quem quiser conferir o trabalho do projeto EXPEDIÇÕES assista o programa que vai ao ar todas as terças às 19:30hs e todo sábado às 16hs pela TV Brasil Educativa. E saiba tudo sobre o programa e sobre a jornalista Paula Saldanha através do site www.expedicoes.tv .
A novela "Carrossel", que foi cogitada há algumas semanas, voltou a ser assunto na diretoria do SBT, segundo a coluna Canal 1.
A ideia vem ganhando força e existe, até mesmo, um capítulo totalmente adaptado que está servindo de estudo para a emissora.
Ainda não existe a certeza da execução do projeto. Apesar disso, caso Carrossel seja produzida, o folhetim terá direção de Del Rangel e terá à disposição a mesma equipe que é subordinada ao diretor Reynaldo Boury.
Carrossel, telenovela infantil produzida pela Televisa em 1989 e exibida no Brasil, pelo SBT, entre 1991 e 92, foi um mega sucesso de audiência, garantia médias acima dos 20 pontos. Até hoje a novelinha é lembrada por ter ameaçado e ultrapassado, em alguns momentos, a audiência do Jornal Nacional e da novela O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, na Globo.
A trama conta a história de uma turma de crianças da 2ª série do Ensino Fundamental da Escola Mundial. Juntos, eles descobrem os prós e os contras da vida e procuram resolver seus problemas com alegria e descontração, sempre com o auxílio e carinho da professora Helena, que servia como uma mãe para eles.
Reprisada três vezes em 93, 95 e 96 deu origem a outras duas versões, também exibidas no Brasil. Carrossel das Américas em 92 e Viva as Crianças - Carrossel 2 em 2002.
Na época o suceso foi tão grande que a atriz que interpretou a professora Helena, Gabriela Rivero, visitou o Brasil com status de estrela e foi recebida no Palácio do Planalto, pelo então presidente Collor.
Quem viveu na primeira metade dos anos 90 com certeza se recorda dessa novela. Ela fez parte da minha infância e é uma das mais agradáveis recordações que tenho da tv, na época em que era criança. A simplicidade, da obra, as interpretações emocionantes marcaram a vida de muitos brasileiros que hoje são jovens adultos.
Um remake, pode não fazer o mesmo sucesso, mas com certeza, se feito com carinho e competência vai garantir uma boa audiência. O segredo é escolher muito bem o elenco. O cenário é muito simples, sala de aula, escola, as casas dos personagens. Não adianta inventar, tem que seguir a risca a obra original.
Carrossel fez sucesso também com a trilha sonora e produtos licenciados. Uma nova versão também possibilita a exploração desse mercado.
Confiram a chamada que causou euforia nos fãs e a suspeita de que a novela pode voltar:
Na próxima segunda, dia 30 de maio, às 19:30, Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade estreiam no comando do novo SBT Brasil. Carlos Nascimento segue no Jornal do SBT Noite, formando dupla com Cynthia Benini ou Karin Bravo, ainda não confirmado.
O novo telejornal contará também com um novo cenário e pacote gráfico.
Rachel Sheherazade estava na afiliada do SBT na Paraíba e foi trazida para São Paulo a pedidos de Silvio Santos, que gostou da coragem da jornalista ao criticar no ar o carnaval.
Já Joseval Peixoto é um veterano do rádio, trabalha atualmente na Jovem Pan, ancorando o Jornal da Manhã. Ele também já foi comentarista do SBT até o ano passado.
As mudanças no jornalismo da emissora são comandadas por Alberto Villas, ex-Fantástico, novo diretor do departamento e visam levantar a audiência que atualmente está com 4 pontos em média.
Eu acompanho a carreira desta jornalista há pelo menos 10 anos. Sonia Abrão é daquele tipo de profissional competente, que sabe fazer como ninguém o seu trabalho. Dona de personalidade forte, ela é amada por uns e odiada por outros. Conhecida por falar o que pensa (e como fala) vira e mexe ela se vê envolvida em polêmicas.
Sonia é bastante criticada pelo modo como conduz seu programa vespertino, A Tarde é Sua, na Rede TV. No cardápio de sua atração mortes, sequestros, casos de violência e claro a vida e o mundo dos famosos dominam a pauta.
É óbvio que existem conteúdos mais agradáveis para se assistir na tv, mas o que não podemos negar é que Sonia Abrão tem história nesse segmento. Formada em jornalismo, ela passou pelo extinto Notícias Populares, conhecido pelo sensacionalismo, atuou também no Aqui Agora, jornal policial de grande sucesso do SBT nos anos 90. Passou pela revista Contigo, foi repórter do Domingo Legal, etc. Sempre em uma linha mais popular.
Não podemos exigir que Sonia faça um programa que não se encaixe no perfil dela, seria o mesmo que colocar a Hebe apresentando o Jornal Nacional. Já pensou que tragédia?
O que eu critico, mas ao mesmo tempo compreendo, afinal tv custa caro e tem que faturar, é o excesso de merchandising no A Tarde é Sua. É insuportável ver anúncios de emagrecedores a câmeras fotográficas interrompendo os debates que até são interessantes. Outro ponto que é muito ruim, é a participação do psicólogo, metido a sabe tudo, Haroldo Pereira Lopes. Ele dar orientações psicologicas é uma coisa, mas ele já pegou tanta liberdade que mete o bedelho em tudo. Os repórteres da Sonia também são muito fracos, não passam naturalidade, muito menos credibilidade.
De tudo, o que salva é a competência de Sonia Abrão. Deixo aqui minha admiração pelo trabalho diferenciado que ela tem feito há 18 anos. Com altos e baixos ele teve momentos em que passou dos limites em busca da audiência, mas no geral ela merece nosso respeito. Veja abaixo uma das passagens mais polêmicas da carreira da jornalista e apresentadora, quando ela foi acusada de negociar com o sequestrador e assassino Lindemberg, do caso Eloá:
Sandra Annenberg, uma das jornalistas de televisão mais conhecidas do Brasil, tem causado discussões polêmicas sobre sua forma de apresentar o Jornal Hoje. Ao lado de Evaristo Costa, a jornalista que também é atriz faz caras e bocas, gestos exagerados e comentários de gosto duvidoso. Mas será isso mesmo? Eu discordo.
Precisamos lembrar que o JH é um jornal voltado para as mulheres que estão em casa arrumando a cozinha, crianças e jovens que chegam da escola e aposentados. O conteúdo editorial é mais frio, leve, lembra o entretenimento com dicas de moda, beleza, turismo e gastronômia, além de prestação de serviço. Com exceção de casos extremamente factuais que exigem entradas ao vivo e coberturas de fato jornalísticas.
Sandra se sai muito bem falando diretamente para esse público, ninguém faz isso melhor do que ela. Já imaginaram uma apresentadora séria e robótica apresentando as pautas do JH? seria muito chato. O Evaristo, companheiro de Sandra na bancada, embora tenha seu jeito descontraído, é mais contido, passa até um ar de timidez. E isso é bom para fazer um contraponto.
Aqueles que criticam a postura de Sandra, tem todo direito por sinal, talves se esqueçam que quando ela apresenta o Globo Notícia ou o Jornal Nacional a atitude dela é bem diferente. Ela entra no clima do telejornal, se torna mais séria, como o programa pede. Isso nos faz perceber que ela é uma boa atriz, interpreta segundo a notícia, o programa e o perfil do público. Ai está a importância do jornalista também fazer teatro, isto ajuda a interpretar melhor o fato noticiado.
Gesticular, falar com as mão e com movimentos faciais também é comunicar. Muitos já leram o livro "O Corpo Fala", é por ai. A Sandra utiliza não só os recursos da voz para noticiar, mas também outros meios. Já tive a oportunidade de falar com Sandra, ela é muito atenciosa, simpática, assim como ela é no estudio do JH. Sem dúvida Sandra Annenberg é uma profissional diferenciada, desconheço outra apresentadora como ela. Mas não tenhamos dúvida que ela vai fazer escola. Ninguém se sai melhor de um erro ou embaraço do que ela, até pelo fato de ser espontânea. O contrário acontece com outras profissionais que quando algo sai errado se desesperam e a situação fica pior do que encomenda.
Enfim, não estou aqui afirmando que o telejornalismo em geral tem que seguir a linha da Sandra, mas jornais do horário do almoço, mais informais e descontraídos tem que ter apresentadoras como a Sandra, alegre, para cima. Não dá para fazer nossas refeiçõe vendo tiroteio, sangue, assassinato. Para esse horário algo mais leve é bem mais saudável.
Há algum tempo eu venho tecendo críticas ao comportamento do Tiago Leifert na apresentação do Globo Esporte. O jovem jornalista, que não sei se está onde está por competência ou Q.I. tem feito atrocidades com o jornalismo esportivo. Não estou aqui para questionar a informalidade do programa, não é isso, um programa como o GE, no horário que é exibido e sobre o assunto do qual trata, não só pode, como deve ser leve e descontraído. Só não pode é virar palhaçada, com todo respeito aos palhaços, mas jornalismo, mesmo esportivo, tem que ter o mínimo de seriedade.
Ele começou aos poucos e foi ganhando espaço dentro da Rede Globo, pegou um programa que estava mau das pernas, sofrendo com a disputa pela audiência, chegava a perder para o Chaves do SBT. Tiago trouxe de volta a audiência, não tenho dúvida de que o estilo do trabalho que ele faz atrai os jovens e as crianças, grande público do horário do almoço e porque não dizer as mulheres. Até ai tudo bem, mas o problema começa a ficar grave quando a credibilidade jornalística começa a ser deixada em segundo plano.
Penso o seguinte, se o programa for classificado como entretenimento, pode natural fazer tudo o que faz, mas se ele continua se dizendo jornalístico, ele não pode ser conduzido desta forma. A gota d'água talves tenha sido a brincadeira de mau gosto feita em 1º de abril, quando Tiago preparou um material especial zombando do Corinthians e a Libertadores. Mas esse foi só um entre tantos outros acontecidos. Certa vez, quando um quero-quero morreu no campo, acertado por uma bola. Ele fez um melodrama digno de novela e mais, o repórter tentou entrevistar a ave. Olha que situação constrangedora. Eu fiquei com vergonha assistindo da sala de casa.
E a Globo gostou do jeito dele, tanto que tornou o estilo obrigatório dentro da equipe, o mau gosto se espalhou. Fazer graça agora é praxe, mas nem todo mundo tem graça, Ivan Moré por exemplo é totalmente sem graça. Coitado do Léo Batista, parece um cego em tiroteio, acostumado ao jornalismo das antigas, fica nitidamente constrangido com a palhaçada.
Fazer jornalismo esportivo, pode até ser um hobby, mas não deve ser tratado como uma brincadeira. E não sou somente eu que tenho essa visão. O comentarista do Yahoo Ale Rocha divide comigo essa indignação http://colunistas.yahoo.net/posts/10211.html