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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Top 10: O pior da TV em 2011

Ao longo de 2011 muita coisa ruim passou pela televisão. Para encerrar o ano "Os Observadores" elegeram os 10 piores momentos da TV:

10 - O APRENDIZ


A oitava edição deste reality da Record foi recheada de problemas, a começar pelo apresentador João Dória Jr. que cometeu vários erros de conhecimentos gerais e exagerou no tom do personagem durão. Os participantes, os mais fracos de todas as edições. No quesito audiência foi o pior resultado de todas as temporadas. Na decisão pelo prêmio de R$ 1,5 milhão, uma candidata que não sabia falar inglês teve que provar seu talento nos Estados Unidos.

9 - BBB


Nem a presença da transsexual Ariadna não foi capaz de colocar fogo no reality da Globo, o mais longevo e rentável da TV brasileira, que está de volta logo mais, em janeiro. Muitas brigas, namoros arranjados, discursos sem pé nem cabeça de Pedro Bial e falhas técnicas grosseiras. Enfim, mais do mesmo. Para quem se recusou a sintonizar no programa, o perfil do diretor Boninho no Twitter foi uma ótima opção de divertimento.

8 - A FAZENDA


O principal reality da Record começou muito animado e foi perdendo o pique até se tornar absolutamente tedioso. A estrutura engessada do programa, o apresentador insuportável, o despreparo da emissora e a obsessão pela audiência a qualquer custo. “A Fazenda” se tornou um reality absurdamente previsível, não apenas para os participantes como para o público.

7 - PROJETO FASHION


Adriane Galisteu viu-se, mais uma vez, diante do desafio de comandar um programa de televisão. Desde que saiu da Rede TV, passou pela Record, pelo SBT e chegou à Band, a loira não consegue emplacar uma atração, não alcança audiência suficiente para se manter e dizem por ai, tem uma personalidade extremamente difícil de lidar. A mais recente tentativa foi um reality show bem produzido, uma boa ideia, mas foi um fracasso completo de audiência, os motivos principais, a falta de sensibilidade da Band em escolher um dia e horário adequados para a atração. Já Galisteu não acrescentou nada. Dura, sem jogo de cintura, sem graça, lendo o texto que lhe coube, a apresentadora, mais uma vez, não disse a que veio.

6 - QUEM CONVENCE GANHA MAIS


A atração do SBT, que estreou de supresa nas noites de sexta, inspirado em um talk show venezuelano é de tremendo mau gosto. Apresentado pela despreparada e sem graça psicóloga Suzy Camacho que, para piorar conta com o apoio da participação de coisa ainda pior como a humorista Vida Vlat, a "Ofrásia", do pseudo jornalista, Felipeh Campos e do desconhecido Elias Matogrosso abusam da tragédia da vida alheia para dar ibope, mas até agora patina na audiência.

5 - MALHAÇÃO


A novelinha da Globo, no ar há 16 anos, nunca viveu momento pior, baixos índices de audiência, péssimo texto e atuações. Entra ano, sai ano e insistem em renovar o elenco e mudar o enredo, mas nada dá resultado. Já passou da hora de "Malhação" cair fora. Há muito tempo a novela não tem graça, começa e termina sem nenhuma conexão entre as temporadas é muita falta de criatividade. Já deu!


4 - AMOR E REVOLUÇÃO




Com a promessa de alavancar os índices de audiência do SBT, a novela foi um tremendo fracasso. Ambientada no período da ditadura militar no Brasil, a trama tinha uma boa intenção, trazer para o público a contextualização de um período da nossa história entrelaçado com uma bela história de amor. Mas não foi isso que aconteceu, o horário inadequado, texto carregado, fracas atuações, baixo investimento e falta de empatia com o telespectador deram a novela míseros pontos no ibope, muita crítica e repercussão negativa. Para tentar salvar a novela o autor, que tem a imaginação fértil além da conta, criou um beijo lésbico no meio da trama, mas o tiro saiu pela culátra, o público e mesmo a direção da emissora rejeitaram a história e não teve jeito o barco afundou de vez.


3 - MISS UNIVERSO




O concurso internacional pela primeira vez foi co-produzido por uma tv brasileira, a Band. Eram muitos os motivos para celebrar, afinal, o Brasil, em especial São Paulo, cidade onde ocorreu o evento, seria promovido, a representante brasileira no concurso poderia levar a faixa depois de tantos anos sem o título, a Band poderia ter mostrado capacidade em organizar um evento deste porte. Mas nada disso aconteceu, vergonha alheia é o que sentimos ao assistir a tramissão do concurso. As imagens captadas do Brasil foram as piores possíveis, edição mal feita, tudo de muito mau gosto. O cenário, a iluminação, o figurino, tudo horrível, assinaram o atestado de incompetência. A candidata nacional só ficou entre as finalistas porque é brasileira, mas na verdade estava entre as mais feias. O maior do espetáculo foi o número musical apresentado por Claudia Leitte. Cantando em inglês e em espanhol, cercada por bailarinos sem camisa, a cantora pode ter achado que era uma oportunidade de mostrar o seu talento para o mundo, mas foi apenas ridículo.

2 - DANIELA ALBUQUERQUE


A "apresentadora" e primeira dama da Rede TV! é o maior exemplo de que na tv brasileira tem muita gente ruim. A incompetência, burrice, falta de bom senso, simpatia e naturalidade estão presentes 100% nesta pessoa. Responsável pelos maiores micos da tv em 2011, dona de pérolas vergonhosas como: "imaginem se 11-11-11 caísse numa sexta-feira 13", "o ano tem 361 dias" o nítido desentendimento entre Daniela e Keila Lima na despedida da última, que foi trocada por Regina Volpato, entre tantas outras atrapalhadas que viraram motivo de piada na internet.

1 - RAFINHA BASTOS CQC


Sem dúvida nada em 2011 foi pior do que as piadas de mau gosto do humorista Rafinha Bastos, até então um dos apresentadores do CQC da Band. O também pseudo jornalista se viu envolto em imensa popularidade e começou a exagerar no tom do humor. Protagonista de situações de extrema falta de sensibilidade e respeito chegou a cometer crimes de racismo, preconceito e pra finalizar teve a capacidade de dizer que comeria a cantora Wanessa e seu bebê, ainda em gestação. Tal declaração rendeu a ele o afastamento do programa CQC e processos por parte de Wanessa e seu marido Marcos Buaiz. Mas o pior foi que o apresentador achou que estava na razão, não pediu desculpas e pelo contrário, fez piada de toda a situação. Definitivamente está na hora de cortar as asas desta criatura infeliz!

terça-feira, 10 de maio de 2011

SBT anuncia 1º beijo gay em novelas


A teledramaturgia brasileira esta agitada por conta da esperada cena do beijo entre as persoangens Marcela (Luciana Vendramini) na amiga Marina (Giselle Tigre), que será exibida amanhã, na novela do SBT Amor e Revolução.

A emissora de Silvio Santos toma frente no assunto. Há muito tempo, a possibilidade de troca de carícias entre pessoas de mesmo sexo é abordada de forma tímida nas novelas.

Na cena, a advogada Marcela (Luciana Vendramini) toma a iniciativa de beijar a amiga Marina (Giselle Tigre), que diz estar apaixonada por ela. Apesar do burburinho, o autor Tiago Santiago já adiantou que o envolvimento entre as duas vai parar por aí.

A escolha pelo beijo entre duas mulheres ameniza a bandeira da homossexualidade, já que a cena pode ser traduzida como realização do fetiche masculino de ver duas mulheres se beijando. Pode chocar menos o público do que ver dois homens juntos, por exemplo. Mas ja é um avanço na luta contra o preconceito.

A decisão de levar ao ar a cena depende muito da emissora, e no caso do SBT, ela tem maior autonomia, sempre foi uma emissora mais independente e liberal, fala mais para o povão e busca no momento estar em alta na mídia.

O alarde ao redor do esperado beijo também seria uma tentativa de alavancar a audiência da novela, que ainda não engrenou e, em alguns momentos, chega a ficar atrás da Bandeirantes.

Muitas foram as novelas que tiveram casais gays, mas todas deixaram o público na vontade de ver a cena. Entre alguns casais que podem ser lembrados estão Rafaela (Chistiane Torloni) e Leila Sampaio (Silvia Pfeifer), de Torre de Babel (1998). Rejeitadas pelo público, as personagens morreram durante explosão no shopping, que modificou outros aspectos da trama

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) quebraram regras em Mulheres Apaixonadas (2003), também da Globo, mas o máximo a que se permitiram foi um selinho no último capítulo. Em Senhora do Destino (2004) aconteceram cenas picantes no motel entre as amigas Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges)

Vamos conferir o primeiro beijo gay na teledramaturgia brasileira.

Fonte: Veja