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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rei Davi chega ao EUA com honras de mega produção

Minissérie brasileira começa a ser exibida nos EUA - Divulgação

A minissérie brasileira Rei Davi, produzida e exibida pela Rede Record, em 2012, estreou nos EUA, com toda pompa e circunstância de superprodução. Em território americano, a atração é exibida, em horário nobre, pelo canal via Mundo Fox.

O site da emissora, inclusive, dá grande destaque aos trabalhos de Renata Dominguez e Leonardo Brício, protagonistas do épico, inspirado na história bíblica.

Rei davi foi Dirigida por Edson Spinello, com texto de Vivian de Oliveira. No elenco ainda estão nomes como Gracindo Júnior, Maria Ribeiro, Marly Bueno, João Vitti, Bianca Castanho, Cláudio Fontana, Iran Malfitano, Camila Rodrigues, Thierry Figueira, Roger Gobeth, Léo Rosa, Júlia Fajardo e Cibele Larrama.

No Brasil, Rei Davi obteve grande êxito em audiência e crítica. Na média a produção alcançou cerca de 15 pontos e a vice-liderança no horário, mas por mais de vinte vezes ficou em primeiro lugar com ampla vantagem, chegando a 20 pontos no Ibope.

terça-feira, 13 de março de 2012

Após Rei Davi, José é a nova aposta bíblica da Record


Responsáveis por excelentes índices de audiência, a Record vai continuar investindo em minisséries bíblicas.  E, depois de "Rei Davi" vem ai "José – De Escravo a Governador".

De acordo com o jornalista Daniel Castro, do R7, a minissérie "José" foi confirmada e deve entrar em produção ainda este ano. A história mostra a trajetória do caçula de uma família pobre que desperta a inveja de seus irmãos e é vendido para mercadores de escravos. José acaba sendo preso, acusado injustamente de uma tentativa de estupro.

Na prisão, revelou sua habilidade de interpretar sonhos. Um dia, foi chamado para esclarecer um sonho do faraó, em que sete vacas gordas comiam sete vacas magras. Para José, o sonho significava sete anos de fartura e sete anos de seca. O faraó, satisfeito com a revelação, o transformou em governador do Egito.

A adaptação está sob o comando de Vivian de Oliveira, responsável pelos textos de "A História de Ester" e "Rei Davi". "José – De Escravo a Governador" tem estreia prevista para 2013.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TV | Globo estreia As Brasileiras com grande elenco e muitas histórias


Sempre à frente de produções em que a mulher é o foco, o diretor Daniel Filho apresenta nesta quinta-feira (02), às 23h10, “As Brasileiras”, série de 22 capítulos.

Se em “As Cariocas” (2010) o diretor retratou o comportamento de moradoras de diferentes bairros do Rio, agora ele mostrará as multiplicidades espalhadas pelo país. “Nosso país é continental! Temos (mulheres) para todos os gostos, feitios e religiões”, explicou Filho.

No elenco, um time que envolve atrizes, apresentadora e cantoras. “Elas representam os vários tipos de brasileiras e também alguns Estados, como Xuxa, em Porto Alegre, Maria Fernanda Cândido, em Curitiba, e Ísis Valverde, em Belo Horizonte.”

No episódio de hoje, Juliana Paes vive uma mulher apaixonada que, desconfiada da traição do marido, arranca sua virilidade. “A mulher é mais vingativa que o homem. Ainda mais quando flagra uma situação”, ponderou Marcos Palmeira, que será Anderson, o marido castrado em “A Justiceira de Olinda”. O ator também estará no episódio “A de Menor do Amazonas”, com Maria Flor, previsto para abril.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Audiência | Rei Davi alcança a liderança na estreia


A estreia de "Rei Davi", na noite dessa terça-feira (24), rendeu altos índices de audiência à Record.

A minissérie adaptada por Vivian de Oliveira marcou 12 pontos de média e 14 de pico e ocupou a vice-liderança isolada no Ibope. 

"Rei Davi" enfrentou uma forte concorrência e ainda assim teve destaque. A trama bateu o blockbuster "Premonição 4" exibido no SBT, que teve 9 pontos no horário, e ainda venceu a Globo em seus momentos de pico.

Na média a Globo venceu com ampla folga e fechou o horário com 17 pontos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

TV | Minissérie Rei Davi estreia hoje na Record


Estreia hoje (24) a nova minissérie bíblica da Record. A história escolhida é a do rei Davi, que será contada em 29 capítulos. A produção mostrará toda a trajetória de Davi, da infância à morte, por volta dos 70 anos de idade. Leonardo Brício viverá o protagonista na idade adulta.

Conforme a Bíblia, Davi foi um humilde pastor de ovelhas que é escolhido por Deus para ser o rei de Israel, unificando suas tribos. Guerreiro forte e destemido, ele derrota o gigante Golias, mas tem sua vida marcada tragicamente por uma paixão proibida.

Para gravar a produção, parte do elenco viajou ao Canadá, no final de setembro, onde algumas cenas externas foram rodadas, nas proximidades das cidades de Cache Creek e Kamloops. Em novembro, a equipe foi para Diamantina (MG), mas, devido à chuva, as gravações foram transferidas para os meses de dezembro e janeiro. Na cidade mineira, foram feitas várias cenas, outras estão sendo produzidas no Rio de Janeiro, além da cidade cenográfica dentro das instalações do Recnov.

A preparação do elenco começou em maio deste ano. Enquanto os homens tiveram aulas de luta, utilizando espadas, escudos e arco e flecha; as mulheres participaram de cursos de dança, tear e culinária local de Israel. Parte dos atores recebeu aulas de equitação e até lições de hebraico fizeram parte do cronograma.

Rei Davi é escrita por Vivian de Oliveira, dirigida por Edson Spinello. Além de Leonardo Brício, integram o elenco Maria Ribeiro, Renata Dominguez, Gracindo Jr., Camila Rodrigues, André Segatti, Rodrigo Pavanello, Iran Malfitano, Ângela Leal, Alexandre Barilari, Thierry Figueira, Bianca Castanho, Sônia Lima, entre outros.

Assista o teaser:


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

TV | Brado Retumbante retrata vida de presidente fictício


O  presidente fictício, Paulo Ventura, papel de Domingos Montagner, de 49 anos, na minissérie “O Brado Retumbante”, que estreia na Globo, nesta terça-feira, logo após o BBB 12, é uma mistura de vários políticos do cenário nacional. “Não houve nenhuma indicação nem  inspiração”, conta o ator principal, que foge até de perguntas sobre seu posicionamento político para não se comprometer: “Acho que este não é um bom momento para dar minha opinião sobre esse assunto”.
Já para falar sobre Ventura, sua estreia em um papel central de uma produção da emissora, ele respira fundo antes de prosseguir o relato entusiasmado.  Conta como foram os quase três meses de trabalho para o papel, elogia a atriz Maria Fernanda Cândido, que interpreta a primeira-dama Antônia, e enfatiza a complexidade do personagem, que foge do maniqueísmo clássico: “É um homem virtuoso, mas cheio de pequenos defeitos”.

Escrito por Euclydes Marinho, “O Brado Retumbante” narra a história de Ventura, presidente da Câmara dos Deputados que se vê na cadeira do político mais importante do país após um acidente aéreo que vitima o chefe de estado e o vice. Com 15 meses de mandato pela frente,  ele resolve então tentar colocar o país, sucateado por casos de corrupção e políticos nada confiáveis, no rumo. Assim, decide sair do papel de fantoche político, função essa que se sujeitou quando foi eleito por adversários como presidente da câmara, para tentar mudar o sistema. “A postura dele incomodará os poderosos. Tanto é que será alvo de atentados e terá a sua vida pública devastada pelos inimigos”, conta o ator, que contará com a ajuda da mulher, Antônia, na empreitada. “Antônia aceita retomar o casamento quando Paulo assume a presidência. Ela é uma professora de História e se torna uma primeira-dama bastante atuante, inclusive o ajudando a ‘limpar’ o Governo”, conta Maria Fernanda Cândido. A série será exibida a partir de terça, com oito episódios. Caso tenha uma boa audiência, pode ter uma segunda temporada.

“O Brado Retumbante” é o início da retomada das produções em teledramaturgia que tem a política como tema central. Desde a redemocratização do Brasil, no fim dos anos 80, a emissora deixou de produzir  séries ou novelas do gênero. O motivo, extra-oficialmente, era evitar atritos desnecessários com o poder e  não dar munição para a oposição, sempre  pronta para denunciar favorecimento a determinadas figuras políticas ou aos partidos representados por ela.

O tal veto tornou-se ainda mais justificado após o episódio em que a Globo foi acusada de favorecer o então candidato à presidente, Fernando Collor, no fatídico debate de 1989 contra Luiz Inácio Lula da Silva. A ascensão de Lula ao poder, em 2002, colocou em fogo brando a relação.

“Por decisão da casa, ficamos anos sem fazer um produto do tipo. Sinto uma ponta de inveja por não ter de fato, dirigido a série”, lamenta Ricardo Waddington, diretor de núcleo da produção, que reconhece ter adotado uma série de “cuidados” para não causar melindres.

Nomes, sobrenomes e cargos de personagens envolvidos em falcatruas e casos de corrupção na série foram alterados, ainda que o roteiro tenha sido escrito em 2009, ainda no  último mandato de Lula. A ideia, aliás, era de que a produção fosse  exibida em 2010, no ano das eleições presidenciais. Para não ser taxado de panfleto político às vésperas de eleição de Dilma Rousseff, acharam por bem postergar. 
 
Ainda assim, um dos consultores e roteiristas, o jornalista Guilherme Fiúza conta que a direção da emissora avalizou cada linha escrita na série. Algumas coincidências, no entanto, não puderam ser evitadas. “Na história, existem  ministros que caem por causa de denúncias de corrupção. Mas o Brasil real superou de longe no número de casos do tipo”, ironiza ele, citando os sete homens de confiança de Dilma que foram afastados ou se demitiram por conta de acusações.

O fato é que “O Brado Retumbante” fala, sim, de política, mas há uma clara predileção pelo drama humano dos personagens. Mais que uma tentativa de retratar  a situação política do país, a série foca no bastidor da vida íntima do homem mais poderoso de uma nação.

O presidente de “O Brado" tem uma vida caótica em família. Trai a mulher, tem uma filha instável, um filho transexual. É boêmio e tem uma queda por mulheres bonitas. Não é um cara perfeito. “Não há nenhuma intenção nisso. Achamos que esse tipo de perfil de personagem é mais interessante dramaturgicamente”, palpita o criador da série, Euclydes Marinho, que diz ter assistido cerca de 30 filmes que tem presidentes como personagens centrais. De lá, pelo menos, tirou o otimismo: “No fim, o bem vence e o mal será punido”. Sim, é mesmo uma obra de ficção.

Assista a chamada:



Conheça os personagens:

Paulo Ventura (Domingos Montagner) – O presidente do país. Um advogado carismático, naturalmente sedutor e boa praça, que vai parar na Presidência da República a partir de uma manobra política que não saiu exatamente como se previa. Ele tem um casamento problemático com Antonia, com quem tem dois filhos.
Antonia (Maria Fernanda Cândido) – Doutora em história do Brasil, ela tem alma de militante. Casou-se com Paulo, mas o relacionamento nunca foi tranquilo, pois seu marido não resiste a um rabo de saia. Antonia é a fortaleza de Paulo Ventura.
Marta (Juliana Schalch) – Filha de Paulo Ventura e Antonia, Marta tem uma personalidade instável. Ela vive em constante estado de tensão, mesmo que não exista um motivo concreto, real. É casada com um rico empresário, Tony.
Julio/Julie (Murilo Armacollo) – Filho de Paulo Ventura e Antonia, saiu de casa muito jovem devido aos conflitos que viveu com o pai. É transexual e luta para ser aceito como Julie.
Julieta (Maria do Carmo Soares) – Mãe de Paulo Ventura, ela exerce a arte da manipulação como ninguém. Julieta sabe dos pontos fracos do filho e não hesita em usá-los a seu favor.
Beijo (Otávio Augusto) – Tio trambiqueiro de Paulo, ele tenta usar de sua proximidade e pseudo-influência para se beneficiar, mas dá com os burros n’água. Beijo quase embarca na rede de políticos que tenta derrubar Ventura da presidência.
Tony (Leopoldo Pacheco) – Genro de Paulo, Tony é apaixonado por Marta, o que justifica a sua paciência com os chiliques da esposa. Tony é um empresário de sucesso e é dedicadíssimo ao trabalho. Ele se dá bem com Ventura, mas não compartilha das ideologias do sogro.
Saldanha (Cacá Amaral) – O chefe de Gabinete de Paulo é também seu grande amigo e confidente. Sal, como é carinhosamente chamado por Ventura, é um homem inteligente, sagaz e fiel. 
Floriano (José Wilker) – Ministro da Justiça, já foi amigo de Paulo, até a sua máscara cair. É o grande vilão da história, um homem frio e calculista
Werneck (Valter Santos) – O Coronel do exército é o chefe de Inteligência da presidência. Fala pouco e só revela o que pensa para Paulo. É um sujeito fiel ao presidente.
Oscar (Francisco Gaspar) – O seu cargo é garçom do palácio, mas Oscar é mais do que isso. Além de servir ao gabinete, ele trabalha na ala presidencial. Paulo conversa muito com Oscar e, por isso, Antonia tenta, sem muito sucesso, arrancar alguma confidência do garçom.
Claudia (Ramona Zanon) – Eficiente secretária pessoal de Ventura. É discreta e talvez por isso finge que não percebe os ciúmes da primeira-dama.
Laurinha Leão (Lolo Souza Pinto) – É a governanta do palácio presidencial. Diante de Antonia é séria, mas quando está sozinha com Paulo, se faz de mulher envolvente.
Otacílio Júnior (Jui Huang) – Analista de sistemas, o rapaz é subsecretário de Inteligência. Não existe nada no universo da informática que seja indecifrável ou inatingível para ele.
Isabel Pessanha (Cecilia Homem de Mello) – Secretária da presidência. É discreta e muito prestativa. Isabel desperta a desconfiança de Saldanha, mesmo sem nenhum motivo aparente. 
Fernanda (Mariana Lima) – É ela quem faz a comunicação entre a presidência e o Congresso. A deputada é feminina e charmosa, mas mantém uma postura firme e decidida. Fernanda esconde um segredo que a tira do eixo, a paixão por Paulo Ventura.
Josivan (Chico Expedito) – Deputado que se envolve em uma armação que pretende derrubar Paulo Ventura do poder.
Pachequinho (Fabio Espósito) e Bodelér Sampaio (Francisco Carvalho) – Deputados e cupinchas do Senador.
Lucia Wolf (Cristina Nicollotti) – Competente jornalista. É isenta quando fala sobre política. O seu trabalho e a sua postura chamam a atenção de Paulo.
Regina (Ida Celina) – Terapeuta de Antonia.
Fátima (Marina Elali) – Intérprete de um chefe de estado. Paulo fica encantado com ela, que sede aos encantos do presidente.
Alessandra (Alinne Rosa) – Casada com um senador, a baiana tem um relacionamento extraconjugal com Paulo e quase o coloca em sérios apuros.
Mourão (Hugo Carvana) – Um antigo presidente que fez um péssimo governo, mas aposta em Paulo Ventura como uma saída para a recuperação do país. 
Senador (Luiz Carlos Miele) – Ele é a cabeça pensante de todos os golpes que Paulo sofre. É a grande inspiração e o grande modelo para Floriano.
Martín (Daniel Kuzniecka) – Argentino por quem Antonia se apaixona.
Professora Neide (Sandra Corveloni) – Professora que se envolve em um escândalo relacionado ao Ministério da Educação.
Thelma (Cristine Peron) – Médica responsável por cuidar de Paulo Ventura e com quem ele terá um breve envolvimento.
Emir (Chami Yunes) – Chefe de estado dos Emirados Árabes
Alaor (Ricardo Corte Real) – Candidato do governo à sucessão de Paulo Ventura.
Helmult (Carlo Briani) – Ministro da Agricultura.
Alarico Ferrão (Geronimo Santana) – Senador baiano, marido de Alessandra.
Guilherme (Leonardo Machado) – Professor e amigo de Antonia.
Navarro (Edgardo Roman) – Presidente da Bolívia do Sul.
Barata (Paulo Ivo) – Jornalista e porta-voz da presidência.
Jonas (Waldeck) – Segurança da presidência.
Djalma (Zeca Carvalho) – Segurança da presidência.

Fonte: Diário de S. Paulo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TV | Dercy de Verdade estreia com emoção e palavrão


Na estreia da minissérie "Dercy De Verdade", que foi ao ar nesta terça-feira (10), começou a ser mostrado um outro lado da história da artista, até então desconhecido pelo grande público. Pobre e humilde, a jovem sofria com os maus tratos do pai Manuel (Walter Breda) e era muito hostilizada pela vizinhança. Até do coro da Igreja ela foi expulsa.

Em uma verdadeira viagem no tempo e pela história da artista, a minissérie revisitou lugares e situações e apresentou personagens que foram fundamentais para impulsionar Dercy Gonçalves ao seu destino de sucesso e reconhecimento.

Quando a Companhia de Teatro Maria de Castro chegou a pequena cidade, a ainda Dolores, para chamar a atenção de um dos seus astros, o galã, cantor e dançarino, Pascoal (Fernando Eiras), soltou a bela e afinada voz e cantou “A Malandrinha”. O elogio de Pascoal mudou a vida de Dercy para sempre. Depois de ouvir “Você devia ser artista”, não pensou duas vezes, arrumou sua maleta e partiu com a Companhia no dia seguinte.

Tempos depois que a Companhia Maria de Castro se dissolveu e de ter formado a dupla “Os Pascoalinos” com Pacoal, Dercy, com o apoio de Isabel de Oliveira (Paula Burlamaqui), foi pra São Paulo onde faria sua primeira tentativa no teatro Boavista, um dos melhores da cidade. Mas as coisas não saíram como o esperado. Escalada para substituir Otília Amorim, estrela da época, Dercy ficou em pânico quando abriram as cortinas e não conseguiu cantar. Foi vaiada e expulsa do teatro, sob ameaças de nunca mais trabalhar nos palcos paulistas.

Com a reputação manchada, Dercy seguiu o conselho de Isabel e, atrás de dinheiro fácil, foi até um bordel de classe. Entre quatro paredes, na presença de Valdemar (Cássio Gabus Mendes), sem conhecer nada da intimidade de um casal, começou a chorar e confidenciou a sua história. “Eu nunca fiz isso antes. Só estou aqui para conseguir dinheiro para pagar o tratamento do meu marido que está internado num sanatório, em Atibaia”


A Globo acertou em homenagear Dercy Gonçalves com esta microsérie, a atriz foi sem dúvida uma das grandes responsáveis pela decolagem da emissora, ainda em seu início. Mas apesar da bela história, a produção falhou em alguns momentos. O episódio começou com imagens de Dercy ainda viva, totalmente desnecessário. Mas até ai tudo bem. Com cenários, figurinos, texto e direção muito bem cuidados as cenas foram de encher os olhos. 

Dercy de Verdade teve em suas protagonistas, Heloisa Perissé e Fafy Siqueira, a grande força de uma obra que primou por humanizar uma artista que sempre foi cercada por todo tipo de rótulo. Dercy surgiu como um ser humano completo, com erros e acertos, medos e ousadia. Uma mulher realmente fascinante. Fafy apareceu pouco no primeiro capítulo, mas convenceu e enantou como a Dercy já bem madura e consagrada. Estava com um pé atrás em relação à Heloísa e realmente preferia que sua filha, Luiza Perissé (que ficou pouquíssimo no ar), interpretasse a Dercy menina por mais tempo. Apesar da boa atuação, Heloísa não conseguiu convencer como uma garota de 17 anos e só via ali uma mulher de, no mínimo, 35 anos. 

A narração ora era da Dercy ora da Fafy também ficou um pouco estranho, seria melhor ter usado apenas uma ou outra. Foram pequenos deslizes que não tiraram o brilho de um programa extremamente simpático, muito divertido e emocionante.

No quesito audiência a estreia foi muito bem, marcou 25 pontos de média e garantiu o primeiro lugar isolado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TV | Estreia nesta terça a microssérie Dercy de verdade


Nesta terça (10) o grande público brasileiro vai descortinar a vida de uma das mais importantes comediantes do país. A autora Maria Adelaide Amaral vai levar à tela a saga humana da menina que escapou dos horrores machistas do início do século 20 e tornou-se uma das maiores estrelas do país. Ao fim da microssérie de quatro capítulos (no ar de hoje a sexta, na TV Globo), o telespectador terá outra imagem, que vai colocar por terra o estereótipo da senhora desbocada e sem limites que marcou as últimas décadas de vida da artista centenária. 

No interior dessa estratégia, que marcou concepção do livro Dercy de cabo a rabo, escrito por Maria Adelaide Amaral em 1994 e agora relançado, há uma revelação mais contundente para a grande audiência, sobretudo as novas gerações acostumadas a lidar porcamente com a memória nacional. Dercy Gonçalves (na trama, ela será vivida por Fafy Siqueira, Heloísa e Luiza Perissé) foi uma das maiores artistas do teatro brasileiro. Ela deu à comédia uma picardia brasileira ao incorporar, com talento incomum, o improviso num tempo em que o teatro nacional estava completamente preso a velhas formas, como o uso do “ponto” (na trama, vivido por Emiliano Queiroz), aquela figura que murmurava o texto teatral para o ator recitar. 

Dercy mandou às favas um jeito requentado de se fazer teatro no Brasil. Se não fosse a vedete da companhia, o ator andava completamente marcado e sem falas decoradas. Não podia desobedecer o texto nem tampouco sair do que fosse combinado com o encenador. A presença coadjuvante funcionava apenas em função da estrela maior, que atuava à frente, na ribalta, sob os holofotes. A anarquia dessa jovem atriz, que começa pelas companhias mambembes, estremece essas relações. “O maior desespero dos críticos , quando comecei a fazer comédias, era saber onde o autor acabava e a atriz começava. Alguns ficavam enlouquecidos com a minha improvisação”, relata Dercy no livro de Maria Adelaide Amaral. 

Apesar desse enfoque humano para destruir o estigma de “velha que fala palavrões”, Dercy de verdade trará o teatro brasileiro de uma época como pano de fundo. Figuras que hoje estão esquecidas, como Walter Pinto (interpretado pelo ator Eduardo Galvão), surgem ao lado de uma efervescente Praça Tiradentes, que foi o território do apogeu e da queda do teatro de revista ou rebolado, tendo o Teatro Recreio como templo maior. Ali, Dercy Gonçalves foi rainha de companhia própria e desenvolveu um estilo impagável, contrapondo-se aos shows bem acabados, de padrão internacional, do empresário Walter Pinto, responsável por renovar o gênero no país. No desafio de contar mais de 100 anos de vida em quatro capítulos, importantes personagens ficarão de fora, como Jardel Jércolis (pai do excepcional ator Jardel Filho), um dos artífices do teatro de revista no país. 

Até conquistar o estrelato e enfrentar toda série de dificuldades, Dercy Gonçalves passou por circos e cabarés. Uma das principais casa de shows, a Casa de Caboclo, onde Noel Rosa se apresentava, surge no começo de carreira, quando Dercy fazia dupla com Eugênio Pascoal (Fernando Eiras), em Os Pascoalinos, logo depois de fugir de Santa Maria Madalena com a Companhia de Maria Castro. Um dos números mais marcantes era a canção Malandrinha (“Oh, linda imagem de mulher que me seduz/ Ai se eu pudesse estaria no altar/ És a rainha dos meus sonhos, és a luz/ És malandrinha, não precisas trabalhar”). Quando Dercy ouviu essa canção, ainda era a menina Dolores Gonçalves Costa e nem sonhava em se tornar um dos mitos do teatro brasileiro. 

Dercy de Verdade, de hoje a sexta, às 23h30, na TV Globo. Vale apena assistir.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Band acerta com "Os Pilares da Terra"


A minissérie "Os Pilares da Terra", baseada no best seller homônimo "The Pillars of The Earth", de Ken Follet, estreou ontem na Band e agradou aos amantes da boa produção audiovisual aos apaixonados por histórias épicas, com heróis, vilões e romance.

A série foi adaptado para a televisão por John Pielmeier, e contou com a produção de Ridley Scott. Ao todo ela custou 40 milhões de dólares. A direção é de Sergio Mimica-Gezzan que se utiliza de cenas com leveza, lutas, closes, e valoriza sobremaneira o trabalho dos atores.

O elenco conta com nomes como Ian Mcshane (o Barba Negra de "O Pirata do Caribe 4"), Rufus Sewell ( o Príncipe Leopold, de "O Ilusionista"), Matthew Macfadyen (o Sr. Darcy de "Orgulho e Preconceito") e ainda Donald Sutherland, pai de Kiefer Sutherland (o Jack Bauer de "24 Horas"). Donald atuou em uma centena de filmes, entre os quais "MASH", Inverno de Sangue em Veneza", "Klute, o Passado Condena", "Casanova de Fellini", "Gente Como a Gente' e "1900".

A história se inicia no ano 1120, quando o navio real, levando o único herdeiro do Rei Henrique I da Inglaterra, é sabotado e naufraga ao longo da costa inglesa. Tem início então uma interminável guerra pela sucessão, conhecida como "A Anarquia".

Um francês sobrevive ao naufrágio e é encontrado na praia por uma noviça, Ellen (Natalia Wörner). Ela cuida dele, eles se apaixonam, ela engravida e foge do convento. O francês é preso por 'saber demais' sobre a sabotagem ao navio real.

Mosteiros misteriosos, castelos grandiosos, romances proibidos, a luta pelo poder, político e religioso. A grande e nefasta interferência de maus religiosos do seio da Igreja no destino de tantos e a difícil sobrevivência durante a considerada 'era das trevas' - tudo isso são grandes atrativos em "Os Pilares da Terra".

A trama segue a trajetória de Tom Builder (Rufus Sewell) para realizar o sonho de construir uma catedral majestosa, verdadeiro símbolo de adoração a Deus. Antes de morrer, logo após dar a luz a um menino, sua esposa Agnes (Kate Dickie) exige que ele lhe prometa que a construirá.

A atração é primorosa, muita qualidade técnica e de enorme conteúdo cultural. Algo raro de se ver na TV aberta. O espectador muitas vezes se sente dentro da história, envolvido por reis e princesas, cavaleiros e donzelas.

"Os Pilares da Terra" (The Pillars of The Earth), minissérie da Band que será apresentada em oito episódios, sempre às terças, às 22h15.

Veja o trailer:


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Globo apresenta a minissérie “Dercy de Verdade”


A Rede Globo começou a divulgar sua nova minissérie, “Dercy de Verdade”. A produção conta com a participação das atrizes Fafy Siqueira e Heloísa Perisé no papel de Dercy Gonçalves, em fases diferentes da carreira. A direção é de Jorge Fernando e o texto da autora Maria Adelaide Amaral 

A minissérie teve cenas gravadas inclusive na terra natal da comediante, Santa Maria Madalena (RJ). A produção deve estrear no dia 10 de janeiro e será exibida em quatro episódios.

A atração, que será exibida depois do "BBB", promete atender ao público adulto do horário das 23h, acostumado com os comentários picantes e aparições com pouca roupa dos participantes do reality. Em apenas quatro capítulos, muitas cenas de sexo e palavrões. Essa é a receita da Rede Globo para impulsionar a audiência.