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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Opinião | O tributo de Glee ao rei do Pop


Por Giuliana Bianchini

Nesta semana, os fãs americanos de "Glee" puderam desfrutar de bons covers das músicas de um dos maiores artistas pop do mundo. Intitulado ‘Michael’, o episódio foi um tributo ao cantor Michael Jackson. O repertório contou com clássicos como Smooth Criminal, Bad, Black or White e baladas como I Just Can’t Stop Loving You.

A grande preocupação nesse gênero de episódio é torná-lo mais uma homenagem do que continuação da série, como aconteceu na segunda temporada como Britney/Brittany. Porém, os roteiristas de "Glee" surpreenderam desenvolvendo e concluindo várias histórias. Muito divulgado, o episódio teve o melhor desempenho de audiência da temporada, pois até quem já havia desistido da série ou não a conhecia sentiu-se curioso para acompanhar.

‘Michael’ intensificou a rivalidade entre os corais New Directions e Warblers, antigo grupo do Blaine. Enquanto isso, acompanhamos os dias seguintes ao pedido de casamento de Finn para Rachel e a tão esperada conclusão da loucura que impuseram à Quinn nesta temporada.

Quanto a esta última, nunca simpatizei com a personagem. Não a achava uma vilã interessante ou boa moça. E as coisas ficaram ainda mais difíceis para ela quando a Santana ganhou destaque e a honra do nosso rancor eterno pelas estratégias sucedidas e o bullying bem colocado. Mas, depois de tanto ser abusada pelos roteiristas de "Glee", entrei para a torcida da Quinn, não só pela esperança em melhores histórias na série, mas por respeito à atriz que se dedica ao papel. A ex-Cheerios teve tantas loucuras que só de pensar dói a cabeça. Concluindo, era triste e frustrante assistir a personagem.

Nesta terça, os envolvidos na criação de "Glee" colocaram a loira para analisar a situação da Rachel, e mesmo não concordando com o discurso dela, você tem que tirar o chapéu para os personagens de "Glee" quando eles fazem sentido com argumentos bem desenvolvidos. E como foi bacana a apresentação de ‘Never can say goodbye’. Poderosa e digna de series finale.

Ainda no tópico de apresentações, destaco a bem coreografada ‘Bad’, a autêntica ‘Smooth Criminal’ (2Cellos arrasou!) e a excitante ‘Black or White’. ‘Scream ‘ficou impecável, mas achei que tanto ela quanto ‘Bad’ poderiam ter sido cortadas.

‘I Just Can’t Stop Loving You’ ficou linda e foi encaixou-se no momento entre Finn e Rachel. O casal foi alvo de grandes discussões antes e depois do episódio devido ao tema do casamento. Apesar de achar que os motivos para os dois se juntarem estão equivocados, impossível não abraçar um drama bem feito e atuado (Parabéns principalmente ao Cory Monteith que está arrasando na temporada!) ou como não se emocionar com o romance entre os dois. Ainda mais quando esse drama/romance trará, em episódios futuros, visitas tão esperadas pelos fãs.

Outra surpresa agradável em Michael foi a safadeza de Sebastian, o novo líder dos Warblers. O personagem que até pouco tempo atrás era aposta de triângulo amoroso com Kurt e Blaien, deixou cair a máscara e mostrou que veio para fazer bullying inteligente e ganhar a qualquer custo as Regionals. Uma proposta muito mais decente para o cara. Além dele já causar polêmica com toda a tensão sexual no dueto com a latina – e lésbica – Santana.

No geral, gostei muito do episódio. Os repetecos ainda incomodam, como a história de Mercedes e Sam, personagens que mereciam um enredo tão mais interessante do que o triângulo amoroso com Shane. Mas falar que "Glee"gasta muito tempo de roteiro em relacionamento já ficou muito batido. É crítica antiga. Pontos positivos pelas continuidades como cenas como as de Kurt e Rachel esperando ou recebendo as cartas de NYADA. A expectativa era grande e ainda terminou com cliffhanger.

Agora é esperar para ver se o gingado, simpatia e sensualidade de Ricky Martin seguram a audiência – e o desenvolvimento das histórias – na próxima semana.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Opinião | Espelho, espelho meu...


Por Giuliana Bianchini

Esse último domingo foi muito importante para os fãs de "Once Upon a Time". O episódio não só entregou um bom roteiro com desenvolvimento dos mistérios e personagens, mas também alcançou sua maior audiência desde o retorno da série em 8 de janeiro.

“Fruit of the Poisonous Tree” centralizou seu enredo no personagem Sydney Glass, mais conhecido na Terra dos Contos de Fada por Espelho da Bruxa Má. Pelo menos era o que pensávamos, porque o Sr. Glass iniciou a carreira como gênio da lâmpada. Já volto nessa surpresa!

O episódio apresenta Sydney enraivecido por ter sido descartado e humilhado por Regina, a Bruxa Má. Buscando vingança – ou justiça -, ele procura Emma e oferece ajuda para desmascarar a prefeita. Cansada de ver a poderosa abusando do poder e do filho adotado, Emma decide sair do papel de heroína da série e passa 40 minutos burlando leis para ‘um bem maior’, uma postura digna de palmas de Maquiavel.

Admito que não sou fã da protagonista da série. De todos os personagens, a Emma é a que menos me encanta, apesar da história dela intrigar. Minha paixão está fortemente alocada na Terra dos Contos de Fadas, lugar onde a personagem não existe. E com tantos personagens simpáticos e apaixonantes - ou diabólicos e cruéis - ela cai naquele comum aos olhos, mesmo com a personalidade forte e bons momentos com o restante dos habitantes de Storybrooke. Só que sempre permaneço na torcida pelos pequenos momentos dos outros ‘contos’ mesmo no meio dos problemas dela.

Quando assisti o episódio ao vivo, achei um pouco parado e sem graça. Porém, vendo pela segunda vez, achei a história da Emma muito interessante e estratégica, desde a manipulação sofrida até a morte da moral dela diante da cidade inteira. Esse episódio também fortaleceu a figura da xerife como protagonista da série que vai capengar e sofrer nas mãos da vilã até chegar no final feliz – se chegar.

Outra surpresa agradável foi a história de Sydney Glass. Não costumo acompanhar spoilers e promos de "Once Upon a Time", então não esperava vê-lo preso em uma lâmpada e compartilhando com o pai da Snow um diálogo super copy-paste de Aladin. Mais perfeito só se tivessem pintado o gênio de azul e colocado pra cantar. A origem e o envolvimento dele com a rainha má ficaram autênticos. Ele assumiu o papel de cúmplice por amor muito bem, e ainda nos fez duvidar por alguns segundos da crueldade da Bruxa Má. E, já que a mencionei, Regina encerra um episódio digna do prêmio ‘o diabo veste Prada e está envolvido com a política’. Classuda, inteligente e maquiavélica, ela prova a cada episódio que vai dar muito trabalho para a parcela heroica da série. A vilã não está de brincadeira, e nem é besta.

Enfim, um episódio envenenado de "Once Upon a Time". Um jogo de valores, corrupção e traições. É só polêmica: xerife agindo em prol de prejudicar outra pessoa, gênio liberto que traindo o amo por amor a uma bruxa malvada e até princesa envolvida com príncipe casado (Que vergonha, Snow!). Justificativas ou a verdade nua e crua de que essa história de perfeição não funciona nem com os mais bonzinhos dos contos de fadas?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Opinião | Touch provoca emoção e reflexão sobre o mundo


Admito: "Touch", o melhor piloto da nova safra quase me levou às lagrimas. Em sua nova atração, o astro de "24 Horas" Kiefer Sutherland vive Martin, um pai extremamente dedicado a seu filho autista, Jake, que almeja uma forma de se comunicar com o garoto.

Jake tem o dom de prever eventos que ainda não aconteceram. Ou seja, pode ver o futuro e enxergar ligações que ninguém enxerga, mas só consegue manifestar suas "profecias" através de números, já que ele não fala. A missão de Martin passa a ser interpretar esses números e salvar pessoas de possíveis tragédias, como aconteceu no piloto. "Touch" contém esse tom paranormal, mas não admite isso. Talvez seja influência do fiasco de "Heroes", outra criação do showrunner Tim Kring.

A atuação de Sutherland não deve nada à de Jack Bauer no seu extinto seriado. Kiefer já demonstrou ser bom ator e seu novo personagem pode lhe render, facilmente, uma nova indicação ao Emmy de Melhor Ator.

O elenco também não faz feio. Danny Glover, o professor Arthur, especialista em crianças com dons especiais, garante a parte didática e conspiratória da atração. Mal posso esperar para ver como será sua interação com o garoto prodígio e quais teorias os dois vão formular para tentar "salvar o mundo". Gugu Mbatha-Raw, estrela da cancelada "Undercovers" encarna a assistente social Clea, que ajuda o personagem de Kiefer a decodificar as "premonições" de Jake.

A premissa da série parte da idéia de que o mundo está "conectado", cheio de relações interpessoais. Retrata um mundo onde coincidências não existem e nada acontece por acaso. O primeiro episódio eleva essa premissa à nivel internacional. Começa a entrelaçar, eficientemente, as histórias de seus personagens na América, depois as leva para a Inglaterra, seguem por Tóquio e desembocam no Oriente Médio para, posteriormente, mixar os eventos mais uma vez, com uma execução quase perfeita. Sua trama é antológica e complexa sim, mas nunca vira um samba do crioulo doido.

Embora sua premissa não seja das mais originais - e já foi abordada em uma série antes, a "Six Degrees" de J.J. Abrams -, "Touch" representa um sopro de originalidade para a TV americana, cada vez mais carente desse tipo de série, inteligente e humana.

Com o perdão do trocadilho "Touch" é mesmo tocante e exatamente do jeito que seu protagonista a descreveu em entrevistas anteriores: não é cafona, nem ter vergonha de comover. Se você ainda não conferiu o piloto, dê uma chance a série e surpreenda-se com a visão que ela oferece: o mundo é pequeno, mas não estamos sozinhos nele.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Opinião | A queda livre de House


Por Giuliana Bianchini

Uma amiga leu que "House" está agradando a imprensa americana. Meu único comentário sobre isso é: Carlos Nascimento DESAPROVA e acha que já fomos mais inteligentes – e menos malas. Mas essa polêmica é velha e fora de contexto. Era só para ilustrar que se estão aplaudindo essa temporada de "House", vou começar a montar meu abrigo subterrâneo porque o mundo está acabando.

A série está com histórias ruins, introduziu personagens novos chatos, deixou mais irritante quem já era (Oi, Foreman!) e pagou um salário ótimo para que os atores Jesse Spencer (Chase) e Peter Jacobson (Taub) se submetessem a mais um ano dessa tortura.

"House" passou anos como uma das séries de maior sucesso da TV americana. Possuía uma audiência ótima e uma fórmula interessante, mas caiu do pedestal que muitos a haviam colocado. Parabéns para a visionária Lisa Eldelstein por abandonar o barco enquanto pôde. Ou devemos culpá-la? Ainda é difícil chegar a uma conclusão, pois a sétima temporada já trazia muitos problemas.

Voltando para os 40 minutos de médico ranzinza desta semana, o nome do episódio dessa semana é "Better Half", ou "cara-metade" para os românticos. Nele, um casal procura um tratamento alternativo para Alzheimer e, quando o marido tem complicações, ele é internado para que a equipe de House descubra o que o está matando, fora a doença degenerativa. Enquanto isso, a adorável e fiel esposa sofre pela condição do marido, e porque não pode dar uns pegas no amigo que a tem ajudado em todos os anos de sofrimento. Já concluindo essa parte do episódio, só aviso que não é lúpus.

Na sala do Wilson, onde resolveram apostar os últimos fôlegos de humor da série, House e o companheiro oncologista partem para uma nova aposta brilhante: o ex-detento quer provar para o amigo que uma mulher só é assexuada porque tem algum problema físico. É interessante, super engraçado e NÃO. Gente, sério mesmo? Esses momentos de clínica ou interações entre os dois médicos sempre geravam coisas muito engraçadas na série, principalmente quando era o House tentando se safar de algum paciente, mas o que foi essa preguiça mental do roteirista dessa semana? Falhou!

Pausa para refletir sobre o papel de Adams na série. Essas lições de moral ursinhos carinhosos baseadas na vida sofrida dela cansam, assim como o Chase ainda escutando e debatendo com ela. Cara, você é melhor que isso. Você já derrubou um ditador maluco, dá pra estapear verbalmente essa mina chata de uma vez por todas.

A cosplay da Velma nem comento. Disse nesse episódio que já catou 30. Pra mais ou pra menos. Todos mentem e você é louca.

Casos fracos, fórmulas batidas, apostas em storylines furadas e ausência de qualquer desenvolvimento dos personagens. O que já foi rei, não consegue nem ser um mero bobo da corte. A esperança de um retorno mais interessante e bem estruturado diminuiu.

Um último detalhe, no final do episódio “libertaram” House do aparelho criminal que ele usava no tornozeleiro. Pois eu faço um apelo aos roteiristas e produtores da série: joguem o House de volta na cadeia. A temporada estava melhor quando eles estavam fazendo crossover com "Prison Break". Pelo menos tinha energia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Opinião | Como é difícil viver feliz para sempre em Once Upon a Time...

Por Giuliana Bianchini

A partir desta semana, começamos a debater aqui uma das melhores estréias de 2011, a bonitinha Once Upon a Time. Vou colocar minha visão do episódio e acho bacana a discussão que pode surgir, tanto positiva quanto negativa. Mas já aviso que nem sempre vamos mudar a opinião um do outro.

Dito isso, começo a review de um episódio muito aguardado pelos fãs da série, ou melhor, por todos aqueles que foram arrebatados por “Once Upon a Time” quando começaram a descobrir o passado da Branca de Neve.

O nome do episódio desta semana – o 10º da primeira temporada - é “7:15 AM”, e ele simboliza o horário do casual encontro diário – super intencional – de Mary Margaret e David, mais conhecidos no passado como Branca de Neve e o Príncipe Encantado. A história dos dois, muito mais interessante que qualquer versão da Disney, balança o platônico casamento de David quando, numa tentativa de salvar uma pomba, os dois se vêem presos durante uma tempestade com as mesmas discussões e desejos de sempre: ficarem juntos.

Enquanto isso, no mundo dos contos de fadas, descobrimos um pouco mais sobre o passado de Snow (para os mais íntimos) e o príncipe, com direito até briga entre a princesa e o futuro sogrão. Não vou negar que tudo é bastante previsível mas, como a maior parte da série, o roteiro é muito bom. Palmas para cenas como a da princesa e o onipresente Rumpelstiltskin e um prêmio para o cara que pensou na introdução do anão zangado. E não faço os elogios por causa do diálogo fofinho entre Snow e o anão de coração partido, porém, destaco a ótima sacada do assobio da música dos anões, tão familiar para quem tem em casa aquela fita cassete – ou DVD para os modernos – do desenho da Disney de 1938. Esses pequenos detalhes fazem jus ao nome da série e a tornam especial, criando base para as histórias e expectativas para os próximos passos do mundo dos contos de fadas.

Uma leve pausa na história dos pombinhos para comentarmos a introdução da Chapeuzinho Vermelho. Diferente da doce menina que associamos ao conto, ela também tem uma ligação com a Branca de Neve e, pela troca de olhares, quem sabe algo com o Príncipe? O vestuário e a atitude desse personagem na cidade amaldiçoada sempre me despertaram o interesse em saber qual é da “menina devassa”. Tivemos só um gostinho nesse episódio, não vejo a hora de saber todo o babado dela.

Além disso, o visitante misterioso introduzido no último episódio finalmente dá a primeira pista de quem é. Ao que tudo indica, e pelo que ele mostra para Emma, o bonitão é um escritor à procura de ‘histórias interessantes’ da cidade. Mesmo com poucas cenas, essa novidade foi bem planejada na série. Muitos fãs já torcem por ele e Emma como um par romântico. Sou da opinião de que bem desenvolvido, por que não? Só deixo claro que torço mais por um bom mistério do que por um par romântico.

Chegamos no final do episódio com redução dramática no número de anões (a história só tem 7!) e com David se comprometendo, mais uma vez, a dar uma chance no casamento e mesmo assim lascando um beijão em Mary no meio da rua. Mas calma que conto de fadas é história pra se contar em bem mais que 2 horas de desenho.

E tem BOMBA na terra dos contos de fadas! A Branca de Neve tomou a poção do malvado (será?) Rumpelstiltskin e esqueceu do seu Príncipe. Sem desespero que ele está à procura da amada e teremos mais detalhes nas próximas semanas. Um final surpreendente, nada inovador, mas inesperado e bonito.

O balanço final do episódio: temos que tirar o chapéu para uma série que possui tantos problemas técnicos e nos detalhes (cito o temporal mais furado da história!), e ainda é tão boa. A receita? Bons atores, a familiaridade com os personagens e a torcida pelo ‘happy ever after’ que há em cada um de nós.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Opinião | Shonda, você conseguiu de novo

Shonda Rhimes, a criadora de 'Grey's Anatomy' conseguiu nos emocionar de novo. Não tenho medo de admitir que 'Suddenly', o 10º episódio da 8ª temporada, quase me levou às lagrimas. Arrisco a dizer mais: este episódio entrou para a galeria de grandes momentos do drama médico - o melhor da TV atual -.

Eles não são poucos. A morte de Denny Duquette, a mão de Meredith segurando um coração, a morte de George O'Malley, a quase-morte de Meredith, o tiroteio no hospital que quase resultou na morte de Derek, e agora a morte de Henry. Temporada a temporada 'Grey's Anatomy' intensifica seus dramas e dá um jeito de te balançar, socar seu estômago e lembrar: ei, sua vida não é pior que a nossa.

Com esse último episódio não foi diferente. Sandra Oh, a intérprete de Christina Yang entregou mais uma performance arrebatadora ao lidar com as consequências traumáticas da cirurgia que pôs fim à vida do marido de sua mentora. Engolindo toda a raiva que sentiu por ser enganada durante o procedimento - ela não sabia que operava Henry, seu rosto estava coberto - e ainda tendo que trabalhar lado a lado de Teddy depois de "tirar" a vida do seu amado, foram atitudes extremamente profissionais e ao mesmo tempo tocantes de se acompanhar.

O caso do episódio, sobre a garota que quase perdeu a metade da família em um acidente de carro, também não deixou de comover. Ela lidava com uma situação inimaginável; viu a mãe e o pai morrerem na sua frente, a irmã com um pedaço de vidro no olho, o irmão quase esmagado por uma viga de asfalto... Me arrepia imaginar esse cenário de novo. Palmas para a jovem atriz que segurou bem esse papel extremamente dramático sem tornar sua atuação piegas.

'Grey's Anatomy' vem merecendo todos os elogios possíveis. Não é nada fácil segurar as pontas 8 anos depois, e isso a série têm feito com maestria. É como Meredith disse na narração do episódio:

Não pode te preparar para um impacto repentino. Não pode se fortalecer. Só atinge você, do nada.

Foi essa sensação que tive com 'Suddenly' e sensação que tenho experimentado semana após semana com a série. Impactado. Atingido do nada.

Só tenho a lhe agradecer, Shonda. Por continuar nos proporcionando momentos televisivos como este, cada vez mais raros hoje em dia. Obrigado.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

'Diários de Um Vampiro' uma série teen-trash


O SBT estreou hoje (26) a aguardada série "Diários de um Vampiro" (The Vampire Diares) no lugar do "Progarama do Ratinho" que está em férias. A emissora decidiu exibir dois episódios da primeira temporada seguidos. 

A história trata basicamente do seguinte: quatro meses após o trágico acidente de carro que matou seus pais, Elena Gilbert, que tem 17 anos, e seu irmão, Jeremy, que tem 15 anos, ainda estão aprendendo a lidar com o luto e tocar suas vidas adiante.

Elena sempre foi a “garota perfeita”: popular, bonita, e cheia de amigos. Mas agora ela precisa aprender a esconder sua tristeza do mundo. Quando o novo ano escolar começa, Elena e suas colegas ficam fascinadas por um misterioso e charmoso novo colega, Stefan Salvatore.

Stefan e Elena imediatamente se aproximam, sem que a garota saiba que Stefan é um vampiro com centenas de anos de idade, lutando por uma vida pacífica entre os humanos, enquanto seu irmão, Damon, é a personificação da violência e brutalidade dos vampiros.

Agora esses dois irmãos vampiros – um bom, um mau – estão em guerra pela alma de Elena e pelas almas de seus amigos, família, e todos os habitantes da pequena cidade de Mystical Falls.

A primeira parte (Pilot), na pequena cidade chamada Mystic Falls, a jovem Elena Gilbert e seu irmão mais novo, Jeremy, precisam conviver com a recente morte de seus pais. Elena é popular e uma aluna nota 10. Entretanto, ela tem dificuldades em lidar com essas mudanças em seu mundo. Enquanto isso, Jeremy entra no mundo das drogas para amenizar a dor. A chegada de um novo aluno, Stefan Salvatore, faz Elena pensar em possibilidades românticas. Elena não sabe da origem misteriosa de Stefan, nem de seu irmão Damon.

Um episódio sem ritmo, com efeitos pobres, que remetem ao cinetrash dos anos 80 com corvos e fumaça, nada criativo. Sem falar na dublagem que infelizmente deixa a desejar.

Na segunda parte (Noite do Cometa) Elena conhece Damon e aprende sobre o passado amoroso de Stefan – Enquanto Mystic Falls prepara-se para um festival para celebrar a passagem de um cometa, Vicki (Kayla Ewell) está no hospital se recuperando do ataque de Damon (Ian Somerhalder). Stefan (Wesley Paulo) vai para o hospital e tenta usar suas habilidades para fazer Vicki esquecer que a atacou, mas sua tentativa é interrompida quando Matt (Zach Roerig) chega. Jeremy (Steven R. McQueen) continua a lutar contra o uso de drogas e seus sentimentos por Vicki. Em uma reunião de pais, o Sr. Tanner (Benjamin Ayres) adverte uma tia preocupada Jenna (Sara Canning) que Jeremy está com problemas e precisa de intervenção. Elena (Nina Dobrev) vai à casa dos Salvatore para falar com Stefan, mas em vez disso encontra Damon. Damon diz a ela sobre o relacionamento passado de Stefan com uma garota chamada Katherine, e quando Stefan chega em casa, Elena está surpresa por ele parecer perturbado ao vê-la lá. Enquanto isso, a memória de Vicki sobre o ataque começa a retornar para ela e Damon usa seu poder de persuasão para fazê-la esquecer o que aconteceu. Enquanto isso, Elena percebe que ela tem que dizer a Stefan como ela se sente sobre ele e os dois dividem seu primeiro beijo quando as luzes do cometa iluminam o céu sobre Mystic Falls. Finalmente, Damon ajusta sua vista em Caroline (Candice Accola) para ser sua próxima vítima.

A série definitivamente é feita para um público infanto-juvenil, o termo diário já remete a isso, se bem que hoje em dia ninguém tem diário. O tema vampiros está bastante cansativo, a saga Crepúsculo esgotou nossa tolerância a esse tipo de enredo. Outra vertente bastante comum e usada a exaustão na série é o dia a dia de jovens riquinhos, com problemas diversos, em uma escola de uma pequena cidade. Acho que já vi isso algumas dezenas de vezes.

No quesito audiência, a julgar pelo primeiro dia, não foi muito bem. Conseguiu derrubar a boa média de "Qual o Seu Talento" que antecedeu a série e marcava 10 pontos. Minutos depois em que "Diários" estava no ar o SBT despencou para 6 e chegou a marcar 4. Pode ser que ainda eleve seus índices com o passar dos dias, mas hoje decepcionou, mas pelo menos garantiu o terceiro lugar. Vale lembrar que a Record vai muito bem nesse horário, nos último dias, por exibir os capítulos finais de "Vidas em Jogo".

Definitivamente esta é uma série mediana! E estou sendo generoso!

sábado, 24 de dezembro de 2011

American Horror Story chega ao fim com gostinho de quero mais


A primeira temporada de 'American Horror Story' chegou ao fim. O último dos 12 episódios não foi nem de longe o melhor, na verdade terminou sem acabar, o que deixa margem para a continuação na segunda temporada.

A história prosseguiu de onde o episódio anterior parou. Com a morte de Vivien, Ben decide se mudar da Murder House, contando com a ajuda da irmã da falecida esposa para cuidar do filho sobrevivente. Entretanto, ao pegar a criança que estava sendo cuidada por Constance, Ben foi avisado do perigo que corria. Não deu ouvidos à vizinha e se ferrou. Assim, os acontecimentos envolvendo o desfecho da família Harmon foram solucionados logo nos primeiros minutos do episódio.

Depois de um encontro com Vivien e Violet, Ben decide ir embora para cuidar do filhinho, mas Hayden não permite que ele saia da casa, fazendo com que Ben cometa um “suicídio”. Com Ben pendurado no lustre e a família novamente reunida, Constance rouba seu netinho das mãos de Hayden.
Vale destacar aqui a excelente atuação de Jessica Lange. Se a série não agradou a todos, um fato é unânime: Jessica Lange no papel de Constance foi um dos destaques de 'American Horror Story' e merece as indicações e prêmios que, certamente, levará pela personagem. A indicação da atriz ao Globo de Ouro é mais do que merecida.

Com os Harmon vivendo eternamente na Murder House, a possibilidade de explicar porque algumas coisas são daquele jeito naquela casa surgiu, mas foi deixada de lado. Ryan Murphy e seus roteiristas preferiram manter o mistério, nada ficou explicado, mais uma vez a deixa para novas temporadas.
Aos Harmon foi dada a oportunidade de impedirem que outras pessoas passassem o mesmo que eles e acabassem também mortos na Murder House. Assim, a interação dos fantasmas “do bem” reunidos para conseguirem expulsar os novos moradores da casa antes que os atormentados tirassem deles sua sanidade e possivelmente a vida foi até mesmo cômico. Aplausos para a ótima tirada dos roteiristas.
Uma cena específica pode dar o que falar. A conversa de Tate com Ben. Ao confrontar o causador de grande parte dos males da Murder House, Ben não o poupou, mostrando ao personagem que ele é realmente um psicopata. E fez críticas, de mau gosto, sobre os profissionais terapeutas ao dizer que são incapazes de tratar um paciente.
Vale aqui também ressaltar esse jovem ator, Evan Peters que deu vida ao Tate, ele foi sem dúvida o grande destaque do começo ao quase fim da temporada, perdeu espaço nos três últimos episódios. Esse ator tem muito futuro.

Tocante também foi a interação de Vivien e Moira, que finalmente selaram a amizade que construiram desde o início da série. Apesar de todo seu rancor por estar morta, Moira sempre foi uma boa pessoa, verdadeiramente preocupada com a “patroa”. Assim, foi bela a cena em que Vivien, depois de reaver seu bebê morto (como foi explicado, ele não nasceu morto, chegou a chorar depois do parto antes de efetivamente morrer, apesar de eu não ter ouvido isso) convida Moira para ser madrinha da criança. Pergunto: o bebê ficará daquele tamanho eternamente como chegou a sugerir Chad no episódio passado ou se desenvolverá e envelhecerá como aconteceu com Moira? Perguntas que ficaram sem resposta e mais uma vez deixa a chance de continuidade.
E foi Constance quem encerrou o episódio e a primeira temporada, ao se dar conta que seu neto puxou o pai e, apesar da pouca idade, já é um verdadeiro psicopata. A cena em que acompanhamos o rastro de sangue pela casa de Constance até que ela encontre o corpo esfaqueado da babá e o pequeno sentado na cadeira gargalhando foi perturbadora. O que esse moleque se tornará quando efetivamente estiver crescido? Será ele realmente o proclamado anti-Cristo?

Pelo visto, a intenção de Ryan Murph é deixar todas as perguntas no ar para que cada espectador complemente a história com sua própria imaginação. Em declarações, Ryan deu a entender que os rumos da segunda temporada serão diferentes, com uma nova história sendo contada, o que não é muito legal:
“Cada temporada da série terá uma maldição diferente. O que você viu na finale foi o encerramento da casa dos Harmon e a segunda temporada terá uma nova casa ou edifício para assombrar. Assim como nesse ano, cada temporada terá um começo, um meio e um fim. (…) Vão existir rostos familiares e novos, interpretando novos personagens e novos monstros. Esse é o design da série desde o começo, é realmente um jeito legal e interessante de contar uma história de terror: cada temporada sendo o que um horror americano é.”
Ficamos ansiosos para o que a série pode apresentar em sua segunda temporada. Espero que o autor esteja blefando e que a continuidade parta do ponto final da primeira temporada.